Estados Unidos e Israel lançam nova agressão militar contra o Irã
Em mais um capítulo da política imperialista norte-americana no Oriente Médio, os Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã neste sábado, visando a liderança do país persa e mergulhando a região em um novo conflito que pode ter consequências devastadoras para os povos da região.
O presidente Donald Trump, em típico estilo belicoso, afirmou que a operação acabaria com uma suposta "ameaça à segurança dos EUA" e daria aos iranianos a chance de derrubar seus governantes. Mais uma vez, vemos os Estados Unidos se arrogando o direito de decidir os destinos de outros povos.
Operação militar de grande escala
A primeira onda de ataques, batizada pelo Pentágono de "OPERAÇÃO FÚRIA ÉPICA", teve como alvo principal autoridades iranianas. Segundo fontes, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos dos bombardeios, embora o resultado dos ataques não esteja claro.
Uma fonte iraniana próxima ao governo afirmou que vários comandantes de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã e autoridades políticas foram mortos, informação que a Reuters não conseguiu confirmar independentemente.
"Estamos sendo mortos pelo regime e por Israel. Somos vítimas das políticas hostis deste regime", desabafou Maryam, dona de casa de 54 anos em Teerã, enquanto fugia para o norte do Irã com sua família. Seu testemunho revela como são sempre os povos que pagam o preço das aventuras militares das potências imperialistas.
Região em pânico
Os ataques deixaram os países árabes produtores de petróleo do Golfo em alerta máximo. Fortes estrondos foram ouvidos em Abu Dhabi e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O Bahrein confirmou que o centro de serviços da Quinta Frota dos EUA foi alvo de mísseis de retaliação iranianos.
Testemunhas relataram que as pessoas corriam desesperadas para os bancos sacar dinheiro, enquanto longas filas se formavam nos postos de gasolina. Companhias aéreas globais cancelaram voos em todo o Oriente Médio.
Diplomacia enterrada pela guerra
Este novo confronto militar enterra definitivamente as esperanças de uma solução diplomática para a questão nuclear iraniana. As negociações indiretas entre EUA e Irã desta semana não produziram avanços, e agora Trump opta pela força bruta.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, sempre pronto para aventuras militares que desviem a atenção de seus problemas internos, disse que o ataque "criará condições para que o bravo povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos".
Imperialismo disfarçado de libertação
Em mensagem nas redes sociais, Trump citou a crise dos reféns de 1979 para justificar a agressão, pedindo aos iranianos que permanecessem abrigados porque "bombas cairão em todos os lugares". Mas também teve a audácia de dizer: "Quando terminarmos, tomem o poder. Será de vocês".
É a mesma retórica imperialista de sempre: bombardear um povo para "libertá-lo". Quantas vezes já vimos esse filme no Iraque, na Líbia, no Afeganistão? Os resultados são sempre os mesmos: destruição, morte e caos.
Trump construiu uma vasta presença militar na região para forçar Teerã a fazer concessões nas negociações nucleares. Seu objetivo declarado é "garantir que Teerã não obtenha uma arma nuclear", enquanto Israel possui um arsenal nuclear não declarado e os próprios EUA são a única potência que já usou bombas atômicas contra populações civis.
Mais uma vez, assistimos ao imperialismo norte-americano e ao expansionismo sionista agirem de mãos dadas contra os povos do Oriente Médio. Enquanto isso, as consequências recaem sobre as populações civis, que só querem viver em paz.