EUA intensificam ataques contra Irã enquanto povo sofre com bombardeios
Mais uma vez, o imperialismo norte-americano mostra sua face mais cruel. Enquanto Donald Trump e seus generais planejam intensificar os ataques contra o Irã, são os trabalhadores e as famílias comuns que pagam o preço mais alto desta guerra injusta.
Na quinta-feira (5/3), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou friamente que "a quantidade de poder de fogo sobre o Irã e sobre Teerã está prestes a aumentar drasticamente". Uma declaração que soa como sentença de morte para milhares de civis inocentes.
O sofrimento do povo iraniano
Os relatos que chegam do Irã são devastadores. "O número de explosões, a destruição, o que está acontecendo, é inacreditável", conta Salar, um morador de Teerã cujo nome foi alterado por segurança. "Cada dia parece um mês. O volume de ataques é altíssimo."
Uma mulher na capital iraniana descreve o terror: "Acordei com o som de explosões às 5h da manhã e não consegui dormir desde então". Outro testemunho revela: "Foi terrível. As explosões eram tão fortes que todas as janelas tremiam. Parecia que um dragão estava rugindo".
Estas não são apenas estatísticas de guerra. São vidas humanas, famílias trabalhadoras que só querem viver em paz, longe da ganância imperialista que move as máquinas de guerra.
Líbano também sofre com a violência
Em Beirute, a situação é igualmente dramática. Famílias inteiras foram forçadas a abandonar suas casas, buscando abrigo onde podem. No Teatro Nacional, duas famílias dormem em colchões com vista para o palco, uma imagem que simboliza a tragédia humana desta guerra.
Mohamed Baydoun, de 73 anos, que fugiu da cidade de Tiro, denuncia: "Eles não estão dando um alvo específico. Estão mandando as pessoas saírem de áreas inteiras". O idoso, que já viveu outras guerras, afirma que "não há misericórdia, o inimigo não tem misericórdia".
A hipocrisia imperialista
Enquanto Trump descarta o envio de tropas terrestres, chamando isso de "perda de tempo", os bombardeios aéreos continuam ceifando vidas. É a típica estratégia imperialista: destruir à distância, sem assumir as consequências humanas de seus atos.
O Reino Unido, fiel escudeiro do imperialismo americano, disponibilizou sua base militar de Diego Garcia e enviará quatro caças Typhoon para se juntar à ofensiva. Mais uma prova de como as potências capitalistas se unem quando se trata de oprimir povos que ousam resistir.
Impacto econômico global
A guerra também afeta a economia mundial. Cerca de mil embarcações estão paradas no estreito de Ormuz, importante via para transporte de petróleo. O tráfego na hidrovia está 90% menor, mostrando como os conflitos imperialistas prejudicam não apenas as regiões em guerra, mas toda a humanidade.
Esta é mais uma guerra injusta, movida pelos interesses do capital internacional contra povos que lutam por sua soberania. O povo brasileiro, que conhece bem as consequências do imperialismo, deve se solidarizar com os trabalhadores iranianos e libaneses que resistem à opressão.