Fervo da Lud: quando o povo toma as ruas no carnaval do Rio 2026
O carnaval de rua do Rio de Janeiro mais uma vez se prepara para mostrar sua força popular. No dia 17 de fevereiro, terça-feira de carnaval, o Fervo da Lud vai ocupar o Centro da cidade com a expectativa de reunir 700 mil foliões, segundo a Riotur.
Comandado pela cantora Ludmilla, o bloco se consolidou como uma das maiores expressões da cultura popular carioca, transformando a Rua Primeiro de Março num verdadeiro palco a céu aberto. A concentração começa às 7h da manhã, no Circuito Preta Gil.
Resistência cultural nas ruas
O que faz do Fervo da Lud mais que um simples bloco de carnaval é sua capacidade de democratizar o acesso à cultura. Misturando funk, pop, samba e axé, o desfile representa a diversidade musical que nasce nas periferias e conquista o coração do povo brasileiro.
"É um grande show a céu aberto, com participações de convidados", destaca a organização. Essa abertura para diferentes artistas reflete o espírito inclusivo que deve permear todas as manifestações culturais populares.
Dez megablocos ocupam as ruas
O calendário oficial confirma 10 megablocos no Circuito Preta Gil, totalizando 462 desfiles espalhados por toda a cidade entre 17 de janeiro e 22 de fevereiro. Essa programação robusta demonstra a vitalidade da cultura de rua carioca, mesmo diante das dificuldades econômicas que o povo enfrenta.
Entre os destaques estão blocos tradicionais como o Cordão da Bola Preta e manifestações mais recentes comandadas por artistas como Anitta, Lexa e a própria Ludmilla. O SeráQAbre? e o Chá da Alice completam o rol de atrações que apostam na diversidade.
Cultura popular resiste
O Cordão do Boitatá, tradicionalmente presente no pré-carnaval, agora integra oficialmente o circuito dos megablocos. Com sua bateria e orquestra de sopros, o grupo promete levar toda sua irreverência para as ruas do Centro.
Esses números impressionantes, com centenas de milhares de pessoas ocupando as ruas, mostram que o carnaval de rua é uma das poucas festividades verdadeiramente populares que restam no Brasil. É o momento em que as classes trabalhadoras se apropriam do espaço público e celebram sua identidade cultural.
O esquema especial de trânsito, segurança e serviços públicos necessário para os megablocos evidencia a importância desses eventos para a cidade. É investimento em cultura popular que gera emprego, movimenta a economia local e fortalece a autoestima do povo carioca.