iFood gera empregos e aumenta salários em restaurantes parceiros, aponta FIPE
Um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) revela que restaurantes cadastrados no iFood contratam mais, pagam melhor e têm mais chances de sobreviver no longo prazo. A pesquisa, que analisou dados de mais de 40 mil estabelecimentos, foi divulgada durante o iFood Move 2026, evento voltado para empreendedores dos setores de alimentação e varejo em São Paulo.
Impacto maior entre pequenos negócios e MEIs
O levantamento mostra que o efeito positivo é ainda mais forte entre os microempreendedores individuais (MEI). Após aderirem à plataforma, o emprego nesses negócios cresce até 50% e o risco de falência no longo prazo cai entre 40% e 60%. Esse resultado reflete também a formalização: muitos MEIs crescem, contratam e migram para outros regimes empresariais conforme se consolidam.
Entre os estabelecimentos de pequeno porte, com até cinco funcionários, a plataforma está associada a um aumento de mais de 50% no emprego e de 15% no salário real. A chance de o negócio continuar ativo após dois anos sobe entre 17 e 23 pontos percentuais.
Salários maiores em todas as áreas
Na média geral, os restaurantes que entraram no iFood registraram aumento de 7% no emprego e de 9% no salário real, comparados a estabelecimentos similares fora da plataforma. Os ganhos variam por função:
- Na cozinha, salário real avançou 14% e o emprego cresceu 9%.
- No setor administrativo, alta de 12% nos salários, sem efeito relevante nas contratações.
- No salão, aumento de 9% nos salários, também sem variação expressiva no número de vagas.
Os restaurantes na plataforma cresceram, entre 2023 e 2024, 2,3 vezes mais que a média do segmento no país, segundo comparação com dados do IBGE.
iFood Pago: crédito que movimenta o faturamento
O estudo também avaliou o iFood Pago, plataforma financeira que oferece crédito a varejistas. Os estabelecimentos que acessaram essa linha de crédito tiveram alta média de 9% no volume de pedidos e de 4% no faturamento, mantendo o ticket médio estável para o cliente.
Desde o início das operações, o iFood Pago liberou mais de R$ 4,6 bilhões em crédito, com R$ 9,2 bilhões em recursos pré-aprovados para varejistas de todo o Brasil.
Efeito em cadeia na economia
Bruno Henriques, COO de marketplace do iFood e CEO do iFood Pago, destaca que o crescimento da plataforma e o crescimento do parceiro caminham juntos. “Isso é ainda mais evidente para quem está começando ou tem um negócio pequeno”, afirma.
Debora Gershon, diretora de Políticas Públicas e Economia do iFood, reforça o impacto social. “Quando uma lanchonete de bairro consegue se sustentar e contratar, ela segura a cadeia em volta dela: o fornecedor de insumos, o entregador, o comércio da região”, diz.
Quanto o iFood movimenta na economia brasileira?
Em 2025, as atividades do iFood movimentaram R$ 167 bilhões na economia brasileira, o equivalente a 0,70% do PIB nacional. A plataforma contribuiu para a geração de 1,18 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos.
Segundo a FIPE, cada R$ 1 transacionado na plataforma gera R$ 1,40 em atividade econômica. Além disso, cada 100 empregos diretos criados pelo ecossistema geram outros 63 postos formais adicionais na cadeia.