Parques temáticos no Brasil: lazer, emprego e desenvolvimento que o povo precisa
Enquanto a elite defende cortes de gastos e privatizações, o setor de parques temáticos no Brasil mostra que é possível gerar emprego, renda e alegria para a classe trabalhadora. Dados recentes do Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (SINDEPAT) revelam que, desde maio de 2025, quase duas dezenas de novos parques e atrações foram abertos no país. É o maior crescimento já registrado no setor. E isso não é coincidência: é fruto de políticas públicas que valorizam o turismo como ferramenta de inclusão social e desenvolvimento regional.
O que são parques temáticos e por que eles importam?
De acordo com a Lei Geral do Turismo de 2008, parques temáticos são empreendimentos fixos e permanentes, organizados em torno de uma identidade bem definida — fantasia, aventura, história ou cinema. Mas, para além da definição legal, eles são espaços de lazer que movimentam a economia local e criam oportunidades para comunidades inteiras. Funcionários, muitas vezes, fazem parte da experiência, num trabalho que exige dedicação e criatividade.
No mundo, os exemplos mais conhecidos são o Magic Kingdom e a Disneylândia, nos EUA, o Universal Studios no Japão, o Euro Parque na Alemanha e o da Ferrari em Abu Dhabi. Só os dois parques mais visitados da Disney recebem cerca de 35 milhões de visitantes por ano. E o terceiro maior público internacional da Disney de Orlando é o brasileiro: 700 mil turistas anuais, atrás apenas de canadenses (1,3 milhão) e ingleses (pouco mais de 900 mil). Isso mostra o potencial gigantesco do nosso povo como consumidor de lazer.
Parques brasileiros que são orgulho nacional
Aqui no Brasil, o Beto Carrero World, em Santa Catarina, é o maior e mais visitado parque temático da América Latina. Em 2025, recebeu 2,9 milhões de visitantes. Já o Parque Aquático Thermas dos Laranjais, em Olímpia (SP), foi o quarto mais visitado do mundo em 2024, com 1,8 milhão de pessoas. O Hot Park, em Rio Quente (GO), recebeu cerca de 1,4 milhão em 2025.
Esses números não são apenas estatísticas. Representam famílias inteiras que podem se divertir, trabalhadores que garantem o sustento e pequenos negócios que florescem ao redor desses empreendimentos. O SINDEPAT, associação sem fins lucrativos que reúne os principais parques e atrações do país, conta hoje com 88 associados espalhados por todas as regiões brasileiras. E a organização celebra: “Cada abertura de um novo parque, uma nova atração, deve ser celebrada pelo desenvolvimento que representa, pelos empregos que cria, por ampliar e diversificar uma oferta que atrai cada vez mais visitantes.”
Por que os parques temáticos são importantes para a economia popular?
O professor Alexandre Panosso Netto, da USP, explica que os parques temáticos atuam como “fortes motivadores de viagem”. Muita gente escolhe o destino justamente para visitar um parque. Eles ajudam a reduzir a sazonalidade turística, atraindo visitantes o ano todo, e estimulam a economia local: hotéis, restaurantes, transportes e comércio se beneficiam diretamente.
Mas não é só isso. A ciência mostra que as pessoas buscam diversão, experiências memoráveis, convivência familiar, socialização e fuga da rotina. E, para garantir que voltem, é preciso mais do que atrações de qualidade. Limpeza, segurança, atendimento, organização das filas, qualidade da alimentação, conforto e percepção de valor são fatores que influenciam a experiência geral.
Nos últimos anos, a inovação tecnológica também entrou em cena. Realidade aumentada, aplicativos de gestão de filas e atrações interativas melhoram a experiência do visitante. Mas nada substitui o direito ao lazer como política pública de bem-estar social.
O que esperar do futuro dos parques temáticos no Brasil?
Os parques temáticos são muito mais do que simples espaços de diversão. Como conclui o professor Panosso Netto, “eles representam importantes produtos turísticos capazes de gerar desenvolvimento econômico, fortalecer destinos e proporcionar experiências memoráveis aos visitantes”. Compreender suas funções e os fatores que influenciam a motivação e a satisfação dos turistas é fundamental para pesquisadores, gestores e profissionais da área.
Enquanto a extrema direita tenta desmontar o Estado e cortar direitos, o setor de parques temáticos mostra que é possível crescer com inclusão. O lazer não é privilégio de poucos. É direito de todos. E o Brasil, com sua imensa diversidade cultural e natural, tem tudo para se tornar referência mundial nesse segmento.