Israel dobra tropas e invade casas no sul do Líbano em escalada brutal contra população civil
Centenas de milhares de libaneses foram forçados a abandonar suas casas enquanto Israel intensifica operação militar que já deixou quase mil mortos
O Exército israelense mais que dobrou suas tropas na fronteira com o Líbano desde março e agora invade casas abandonadas no sul do país, confirmou um comandante militar nesta quarta-feira. A escalada da violência expõe mais uma vez a brutalidade da máquina de guerra sionista contra populações civis.
Enquanto aviões de guerra bombardeiam Beirute sem piedade, densa fumaça sobe dos vilarejos destruídos no sul do Líbano. As tropas israelenses disparam artilharia pesada através da fronteira, transformando a região numa zona de guerra total.
Êxodo forçado de centenas de milhares
"Centenas de milhares de libaneses fugiram do sul do país" após Israel ordenar a retirada forçada de toda população ao sul do rio Litani. Esta é mais uma demonstração da política de limpeza étnica que caracteriza as ações do Estado sionista na região.
O Hezbollah entrou no conflito em apoio ao Irã no dia 2 de março, respondendo com foguetes aos ataques israelenses. Mas quem paga o preço mais alto é sempre o povo trabalhador, as famílias pobres que perdem tudo.
"O plano é garantir que o Hezbollah não tenha infraestrutura militar", declarou o comandante israelense, cujo nome foi omitido. Mas na prática, isso significa invadir casas de famílias que já perderam tudo, revistar os poucos pertences que restaram.
Invasão de domicílios e destruição sistemática
Questionado sobre a invasão de casas abandonadas, o comandante admitiu sem constrangimento: "Em alguns casos, eles esconderam suas armas nas casas. Não temos escolha a não ser nos certificarmos de que aquela casa não é uma instalação militar."
É sempre a mesma justificativa. Israel destrói casas, escolas, hospitais e depois alega "necessidade militar". O Hezbollah nega categoricamente usar infraestrutura civil para armazenamento de armas e acusa Israel de destruir casas para impedir o retorno dos libaneses.
"Muitos vilarejos no sul do Líbano foram completamente destruídos", relata a matéria. É o mesmo padrão de sempre: terra arrasada, famílias despejadas, comunidades inteiras apagadas do mapa.
Balanço trágico da violência
Os números revelam a desproporção brutal desta guerra:
- 968 pessoas mortas no Líbano segundo autoridades locais
- Apenas 2 soldados israelenses mortos desde o início das operações
- 46 combatentes do Hezbollah mortos até segunda-feira
Estes números falam por si: de um lado, uma das máquinas militares mais poderosas do mundo financiada pelos Estados Unidos. Do outro, um povo resistindo como pode à ocupação e ao genocídio.
Avanço lento mas implacável
O Exército israelense avança metodicamente pelo sul do Líbano, com objetivo de "limpar completamente" a cidade de Khiyam antes de seguir rumo ao rio Litani. A linguagem militar esconde o que realmente acontece: expulsão forçada, destruição de lares, terror contra civis.
Ao longo da fronteira, a Reuters documentou "diversas fortificações militares israelenses escavadas em encostas, repletas de fileiras de tanques, veículos de transporte de pessoal armado e escavadeiras." É a face real do colonialismo sionista: máquinas de guerra ocupando terras que não lhes pertencem.
Enquanto isso, a fumaça continua subindo de Khiyam, e "muitos dos edifícios no lado sul da cidade foram reduzidos a escombros." Mais uma cidade palestina e libanesa que vira pó sob as bombas do imperialismo.
A resistência dos povos árabes contra o sionismo e o imperialismo americano continua, apesar de toda brutalidade. A solidariedade internacional com Palestina e Líbano é mais necessária que nunca.