O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta terça-feira (14), em entrevista ao Canal UOL, que não pretende atacar o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, nem outras figuras do Judiciário, mesmo após o embate envolvendo o canal Exército do Lula no WhatsApp. Para o parlamentar mineiro, repetir esse tipo de ofensiva seria copiar o que chamou de modus operandi da direita bolsonarista.
Eleito um dos deputados mais votados do país e figura central na comunicação digital da esquerda, Janones escolheu um caminho que contrasta com a prática que marcou os anos de governo Jair Bolsonaro: em vez de jogar a população contra o Poder Judiciário, disse que vai concentrar seus ataques no campo político, mirando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário direto no período final da eleição.
Modus operandi bolsonarista
Em conversa com Antonio Tabet, do Canal UOL, Janones foi direto ao explicar sua estratégia nos dez dias que restam antes do segundo turno.
Eu não quero repetir o método bolsonarista. Eu não vou repetir o modus operandi bolsonarista de ficar atacando a justiça. Eu não vou colocar a população contra o Poder Judiciário. O meu debate e a minha discussão vai ser no campo político. O debate da justiça eu vou deixar para os advogados fazerem.
Segundo a reportagem do UOL Notícias, o deputado avaliou que a polarização política contaminou tudo, inclusive decisões judiciais. Ele disse ver parcialidade clara em algumas decisões do Judiciário, mas afirmou que evita transformar esse tema em eixo central de sua atuação pública.
Hoje existe uma parcialidade clara em algumas decisões do Poder Judiciário, mas eu tenho evitado muito de falar sobre isso. Eu não vou usar esses dez dias pra focar o meu canhão no Poder Judiciário, porque eu sei quem que é meu adversário.
A fala não vem do nada. O nome de Nunes Marques já está no centro de outra polêmica envolvendo o PT: o partido
