Messi se despede das Copas com 21 gols e o legado de quem nunca desistiu
Lionel Messi escreveu neste domingo, 19 de julho de 2026, o último capítulo de sua história em Copas do Mundo. A Argentina foi derrotada pela Espanha na final e ficou com o vice-campeonato. Mas o camisa 10 se despede como o segundo maior artilheiro da história do torneio, com 21 gols, e consolidado entre os maiores jogadores de todos os tempos. Mais do que números, Messi deixa uma trajetória de luta, superação e amor à camisa que emocionou milhões.
Uma despedida que começou com fogo
Depois de conquistar o título da Copa do Mundo de 2022, no Catar, muitos achavam que Messi teria uma participação mais discreta em 2026. Mas o craque mostrou que ainda tinha lenha para queimar. Logo na estreia, marcou os três gols da vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. Na rodada seguinte, mesmo desperdiçando um pênalti, voltou a decidir com dois gols contra a Áustria. Com esses gols, ultrapassou Miroslav Klose e assumiu sozinho a artilharia histórica das Copas. Contra a Jordânia, entrou no segundo tempo e balançou as redes em uma cobrança de falta.
Messi aos 39 anos: resistência e raça
Dias após completar 39 anos, Messi mostrou que idade é só número. No mata-mata, foi decisivo. Na vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde, jogou os 120 minutos e marcou o primeiro gol. Nas quartas de final, comandou a reação contra o Egito com um gol e uma assistência na vitória por 3 a 2. Contra a Suíça, deu assistência de escanteio para MacAllister abrir o placar. Na semifinal, diante da Inglaterra, após levar um gol de Anthony Gordon, deu duas assistências para Enzo Fernández e Lautaro Martínez virarem o jogo e levarem a Argentina à terceira final de Messi.
A final que não foi
Na grande decisão, porém, a Argentina foi apática. Dominada pela Espanha, a seleção pouco ameaçou. Messi teve uma atuação ruim e quase não pegou na bola. A Espanha finalizou muito mais e, na prorrogação, Ferrán Torres marcou o gol do título. Uma despedida amarga para quem deu tanto. Mas a história de Messi não se resume a essa derrota.
O título que calou os críticos
O sucesso de Messi em Mundiais demorou. A conquista em 2022, no Catar, encerrou qualquer debate. Naquela campanha, ele apresentou uma versão mais intensa e combativa, bem diferente da postura introspectiva que por anos foi alvo de críticas na própria Argentina. Foi eleito o melhor jogador do torneio, marcou dois gols na final contra a França e converteu seu pênalti na disputa que deu o título aos argentinos após um eletrizante 3 a 3. Foi o ápice de uma carreira dedicada ao povo.
As dores que moldaram o ídolo
Em 2014, no Brasil, Messi também foi eleito o melhor da Copa e levou a Argentina à final. Criou chances para os companheiros, que desperdiçaram, e ainda teve uma oportunidade clara, mas finalizou para fora. O título ficou com a Alemanha no Maracanã. Em 2018, na Rússia, a campanha acabou nas oitavas com derrota por 4 a 3 para a França, embora seu gol contra a Nigéria tenha sido um dos mais bonitos. Em 2010, na África do Sul, foi goleado por 4 a 0 pela Alemanha. E em 2006, aos 19 anos, marcou seu primeiro gol na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, mas viu a eliminação do banco.
O legado que fica
Messi sai das Copas como o segundo maior artilheiro, mas como o maior símbolo de resistência e talento que o futebol já viu. Sua história é a de um menino de Rosário que, com hormônio de crescimento e muita luta, se tornou ídolo mundial. Mais do que gols, ele deixa um exemplo de que a persistência vence o preconceito e a desigualdade. O povo argentino e os amantes do futebol no Brasil e no mundo sabem: Messi não é só um craque, é a prova de que o sonho popular pode vencer.