Chuva arrasa Brusque: 37 ocorrências e famílias desabrigadas em SC
Em apenas quatro dias, a chuva que caiu sobre Brusque, no Vale do Itajaí, superou mais da metade do volume esperado para todo o mês de agosto. O resultado foi devastador: deslizamentos, enxurradas, alagamentos, quedas de árvores e muros espalhados por diversos bairros. Até o final da tarde desta terça-feira (1º), a Defesa Civil já havia registrado 37 ocorrências, e uma família segue acolhida em abrigo municipal.
O maior acumulado foi em Limeira Alta, com 172,1 milímetros. O diretor da Defesa Civil de Brusque, Edivilson Cugiki, explica que o solo encharcado foi o grande vilão, favorecendo principalmente os movimentos de terra.
“Depois de um final de semana desafiador, a Defesa Civil registrou, até o final da tarde desta terça-feira, dia primeiro de setembro, um total de 37 ocorrências. A maioria delas relacionadas a movimentos de massa, então deslizamentos, riscos de deslizamento, quedas de muro, e com um volume de chuva bastante expressivo na região como um todo”, explica Edivilson Cugiki.
Onde a chuva causou mais estragos em Brusque?
Dos 37 registros, 16 foram deslizamentos. Também houve quatro riscos de queda de árvore, quatro quedas de muro, dois deslizamentos em via pública, três riscos de deslizamento, duas quedas de árvore, duas enxurradas, um alagamento de residência e um risco de queda de muro. Os bairros mais atingidos foram Águas Claras, Azambuja, Bateas, Dom Joaquim, Limeira, Santa Luzia, São Luiz, São Pedro, Souza Cruz, Steffen, Guarani, Zantão, Ponta Russa, Poço Fundo, Primeiro de Maio e Centro I.
“A maior parte das ocorrências está relacionada a movimentos de terra, reflexo do volume expressivo de chuva na região, que atingiu de forma irregular os bairros”, reforça Cugiki.
Rio Itajaí-Mirim sobe e alaga áreas conhecidas
O Rio Itajaí-Mirim também deu trabalho. Na noite de segunda-feira (31), chegou a 5,74 metros, perto da projeção de 5,90 metros. Na manhã de terça, entre 9h30 e 10h, atingiu 5,10 metros, abaixo da projeção de 5,50 metros, mas ainda assim alagou áreas que já haviam sido comunicadas pela Defesa Civil. Ao longo do dia, o nível baixou e, no fim da tarde, o rio já estava na calha normal, em 3,56 metros, sem pontos de alagamento na cidade.
Família desabrigada e alerta para novos deslizamentos
Mesmo com a melhora, a Defesa Civil mantém atenção especial para áreas de encosta, barrancos e fundos de vale. O solo ainda está encharcado, e moradores devem ficar atentos a trincas no chão, em muros e paredes, além de inclinação de postes e árvores.
O abrigo municipal segue ativado até a manhã desta quarta-feira (2), acolhendo uma família de quatro pessoas: duas mulheres adultas, uma idosa e uma criança. A orientação é que a população acompanhe os canais oficiais e não subestime os sinais de perigo.
Perguntas frequentes sobre a chuva em Brusque
Quantos milímetros de chuva caíram em Brusque?
O acumulado ultrapassou 170 milímetros, com pico de 172,1 mm em Limeira Alta, mais da metade da média esperada para todo o mês de agosto.
Quantas ocorrências a Defesa Civil registrou?
Foram 37 ocorrências até o fim da tarde de terça-feira, sendo 16 deslizamentos e várias quedas de muro e árvores.
O Rio Itajaí-Mirim ainda oferece risco?
O rio voltou à calha normal em Brusque, mas o solo encharcado mantém o risco de novos deslizamentos em encostas e barrancos.
Onde as famílias afetadas podem buscar ajuda?
O abrigo municipal está ativado até a manhã de quarta-feira (2), e a Defesa Civil orienta a população a acompanhar os canais oficiais.