PF monta sala de controle para proteger candidatos à Presidência em 2026
A Polícia Federal inaugurou nesta segunda-feira (20) uma estrutura de comando e monitoramento em tempo real para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026. A medida, que já vinha sendo preparada desde maio, busca evitar riscos físicos e cibernéticos que possam ameaçar a integridade dos presidenciáveis e o próprio processo democrático.
Instalada na sede da PF em Brasília, a Sala Nacional de Comando e Controle vai coordenar equipes que estarão nas ruas, em comícios e eventos de campanha. A ideia é que a central funcione de forma integrada com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e as superintendências regionais da PF nos estados.
Por que a PF está reforçando a segurança agora?
O plano de segurança foi apresentado a representantes de 30 partidos políticos ainda em maio. A PF é a responsável por monitorar ameaças físicas e cibernéticas, com equipes especializadas em análise de riscos, prevenção e resposta rápida. Entre os protocolos estão varreduras prévias em locais de eventos, uso de drones e coletes balísticos, e apoio operacional em aeroportos.
Desde as eleições de 2022, os partidos podem indicar policiais federais para coordenar a segurança de seus candidatos. Isso porque, em pleitos anteriores, houve casos em que presidenciáveis não confiavam nas equipes designadas e mentiam sobre suas agendas, o que, segundo fontes ouvidas pela reportagem, colocava os candidatos sob risco real de segurança.
Quem está sendo monitorado e como?
Dos 13 pré-candidatos atuais, dez já passaram por avaliação de risco. As classificações variam entre baixo, moderado, alto e muito alto risco. Os dois principais pré-candidatos foram avaliados com risco muito alto e devem receber equipes maiores e mais reforçadas.
A PF já montou cinco equipes de proteção e aguarda a indicação dos partidos para a coordenação de cada uma delas. A operação conta com policiais especializados, incluindo agentes que passaram por cursos de proteção a autoridades e grandes eventos. No início do ano, a PF capacitou 500 policiais de todas as carreiras para essa atuação.
Segurança digital também entra na jogada
Além da proteção física, a operação inclui uma equipe de prevenção e monitoramento de ameaças digitais. O objetivo é avaliar riscos cibernéticos que possam afetar a campanha ou a segurança dos presidenciáveis. O uso de inteligência artificial contra candidatos, partidos e o próprio processo eleitoral também será monitorado por esses grupos.
A PF afirmou que a estrutura foi pensada para permitir uma resposta integrada e acompanhamento permanente dos riscos ao longo de toda a disputa presidencial. A proteção começa a valer a partir da homologação das candidaturas nas convenções partidárias, que também começam nesta segunda-feira (20/07), e mediante solicitação das campanhas.
E se o candidato não quiser proteção?
O acompanhamento é facultativo. Cada coligação pode decidir se quer ou não o apoio de uma equipe da PF. A corporação, no entanto, reforça que o foco é preservar a integridade física dos candidatos e garantir a regularidade do processo democrático durante o período eleitoral.
Perguntas frequentes sobre a segurança dos candidatos
Quem decide o nível de risco de cada candidato?
A PF realiza uma avaliação técnica baseada em critérios objetivos, como histórico de ameaças, perfil político e contexto social. As classificações vão de baixo a muito alto risco.
Os partidos podem escolher os policiais que vão proteger seus candidatos?
Sim. Desde 2022, os partidos podem indicar nomes de policiais federais para coordenar a segurança de seus candidatos, o que aumenta a confiança e a transparência no processo.
O que acontece se um candidato recusar a proteção?
O acompanhamento é facultativo. Se a coligação optar por não usar a equipe da PF, o candidato assume a responsabilidade por sua própria segurança.
Como a PF monitora ameaças cibernéticas?
Uma equipe especializada em segurança digital avalia riscos como ataques de hackers, desinformação e uso de inteligência artificial contra candidatos e o processo eleitoral.
Foto: R7 Notícias