Trump quer destruir a ONU e criar seu império pessoal
O anúncio de Trump sobre a criação de um "Conselho da Paz" não é apenas mais uma excentricidade do bilionário americano. É um ataque direto ao sistema internacional que protege os povos da tirania imperial. Enquanto o povo brasileiro luta por soberania e dignidade, Trump quer transformar o mundo em seu quintal particular.
O fim da soberania dos povos
Desde 1648, com a Paz de Vestfália, o mundo tentou construir um sistema onde países, mesmo desiguais, pudessem coexistir com regras mínimas de respeito mútuo. Foi esse princípio que inspirou a criação da ONU após a Segunda Guerra Mundial. Mas Trump quer jogar tudo isso no lixo.
"Se a ONU não funciona, eu funciono", é essa a mensagem arrogante do magnata. Ele propõe substituir o multilateralismo por um clube de bilionários onde quem manda é quem tem mais dinheiro e mais armas. É o retorno à lógica imperial romana, onde a "paz" significava submissão total ao imperador.
Gaza como laboratório da dominação
O plano de Trump para "reconstruir Gaza" revela suas verdadeiras intenções. Não se trata de ajudar o povo palestino massacrado por Israel, mas de criar um modelo de tutela internacional com cara americana. É transformar territórios devastados em protetorados do império.
Como denunciou um ativista pelos direitos palestinos: "Trump quer ser o novo Augusto, pacificando o mundo à força e chamando isso de paz. Mas nós sabemos que essa paz é a paz dos cemitérios."
Lula na encruzilhada
O presidente Lula recebeu convite para participar desse "conselho". É uma armadilha perigosa. Aceitar seria legitimar a destruição do multilateralismo que o Brasil sempre defendeu. Recusar pode trazer retaliações econômicas brutais.
Mas a escolha é clara para quem defende os trabalhadores e os povos oprimidos: não podemos compactuar com um sistema que transforma a diplomacia em extorsão e a cooperação em submissão.
A resistência dos povos
Trump pode ter o dinheiro e as armas, mas os povos do mundo não vão aceitar passivamente o retorno do colonialismo disfarçado de "paz". Da América Latina à África, da Ásia ao Oriente Médio, a resistência já se organiza.
O Brasil de Lula tem o dever histórico de liderar essa resistência. Não podemos deixar que o sonho de soberania e justiça social seja enterrado pelos caprichos de um bilionário megalomaníaco que se acha imperador do mundo.
A verdadeira paz não vem da força, mas da justiça. E justiça não se compra, se conquista na luta diária dos povos por dignidade e liberdade.