Voto em Lula e Alckmin pela democracia, contra a milícia e o entreguismo
Estamos às vésperas de uma eleição que pode, de verdade, mudar os rumos do Brasil. Moro em Brasília há 50 anos. Nesse tempo, advoguei para 4 presidentes da República e, de certa forma, ajudei com reuniões e conselhos uns 5 presidentes. Mas eu nunca estive, em todo esse período, no Palácio do Planalto. Nunca entrei lá, nem para conhecer ou visitar. Ou seja, não sou homem de bajular o poder nem de frequentar palácios.
Advoguei para mais de 90 governadores em procedimentos criminais e nunca fiz contrato com nenhum Estado da Federação ou órgão público ligado a qualquer Estado. Advoguei para dezenas de ministros, senadores e deputados, e nenhum deles jamais me indicou um cliente público. Tenho uma advocacia respeitada e estabelecida. De cada 20 clientes que procuram meu escritório, aceitamos defender 1, depois de analisar a viabilidade de uma boa defesa técnica.
O que a advocacia me deu de melhor foi ter voz e ser ouvido. Digo tudo isso não para me gabar, mas para deixar claro: eu vou votar em Lula e Alckmin não por mim ou por qualquer interesse pessoal. Vou votar pelo Brasil. Pelas pessoas que eu amo. Contra a milícia. Contra o fascismo. Pela democracia.
Por que esta eleição é tão decisiva?
Nunca foi tão importante comparar os grupos que disputam o governo e analisar qual deles pode colocar em risco a estabilidade democrática.
O Brasil inteiro sabe, ou deveria saber, que os Bolsonaros são ligados à milícia, sabujos de Trump e sem nenhuma preocupação com os direitos humanos e com os invisíveis sociais. Ainda assim, resistem como vermes que se fortalecem ao se acostumarem ao esgoto, seu habitat natural.
Sem ser dono da verdade, fico perplexo, sem entender a alma humana, e me pergunto: como uma mulher vota em um machista e misógino? Como alguém LGBTQIA+ vota em um homofóbico? Como um negro vota em um racista? Como um idoso vota em um etarista? Como alguém com deficiência vota em um capacitista? Como alguém acima do peso vota em um gordofóbico? Como um pobre vota em quem tem aversão aos invisíveis sociais? São muitas perguntas sem resposta.
Quem está por trás da tentativa de interferência estrangeira?
Chegamos à eleição com uma clara tentativa de interferência dos EUA no Brasil. A embaixada e os consulados norte-americanos estão fechados. Parte da mídia tradicional trabalha para colocar em dúvida o processo eleitoral, nitidamente para dar um motivo para uma intromissão dos EUA quando o povo votar contra essa manipulação rasteira.
A família Bolsonaro, que já anunciou subserviência a Trump, sabe que o Brasil tem a 2ª maior reserva de terras-raras do mundo, que mudará de dono se a ultradireita ganhar. O que pesa contra o projeto democrático de Lula, na cabeça desses traidores entreguistas, é exatamente a decisão de manter a soberania e não abaixar a cabeça.
O que os bolsonaristas realmente buscam com o poder?
Todos sabemos que o presidente da República não pode ser processado ou responsabilizado criminalmente durante o mandato por atos estranhos ou anteriores ao exercício das suas funções. Há uma imunidade temporária à persecução penal estabelecida no artigo 86, §4º da Constituição Federal. É isso que o grupo bolsonarista procura: imunidade criminal, pois senão logo teremos uma grande prisão familiar, algo novo no direito penal brasileiro. E, claro, entregar o país para ficarem ainda mais ricos.
Um voto pelo futuro e pela justiça social
Vamos votar com os olhos voltados para o futuro e para um Brasil mais justo, igual, solidário e soberano. Por nós, pelos nossos filhos e netos e pelos brasileiros mais necessitados que precisam da continuidade democrática, com uma política voltada para a estabilidade econômica, porém preocupada com a questão social. Eu voto Lula e Alckmin por esse Brasil!
Lembrando sempre do grande Eduardo Galeano:
A utopia está lá no horizonte. Me aproximo 2 passos, ela se afasta 2 passos. Caminho 10 passos, e o horizonte corre 10 passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.