A batalha pelo Senado do ES em 2026: povo ou elite?
O cenário político do Espírito Santo para 2026 já está esquentando. Ao menos dez nomes se movimentam para disputar as duas cadeiras do Senado Federal que estão em jogo. Os mandatos de Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Avante) chegam ao fim, e a reeleição não será um caminho fácil. De um lado, a força popular e progressista se une em torno de nomes como o de Contarato e do ex-governador Renato Casagrande (PSB). Do outro, a extrema direita tenta manter seus espaços de poder a qualquer custo.
Fabiano Contarato: a voz do povo e da segurança cidadã
Natural de Nova Venécia, Contarato não é apenas um político. Ele é um companheiro de luta. Com um histórico de delegado que sempre esteve do lado correto, ele levou para o Senado a bandeira da segurança pública voltada para a cidadania, e não para a repressão. Como líder da bancada do PT em 2024, se posicionou na linha de frente contra os retrocessos. Hoje, preside a Comissão de Meio Ambiente (CMA) e a CPI do Crime Organizado, provando que é possível combater a violência com inteligência e respeito aos direitos humanos. Sua reeleição é fundamental para barrar o avanço do fascismo no estado.
Marcos do Val: o legado da onda bolsonarista
Eleito em 2018 no rastro da extrema direita, Marcos do Val representa o que há de mais preocupante na política capixaba. Ex-militar, encontrou nas redes sociais um terreno fértil para disseminar ideias retrógradas. Seu momento de maior destaque foi, infelizmente, na CPI da Pandemia, onde se dedicou a defender as ações genocidas do então presidente Bolsonaro. Agora, no Avante, tenta se reinventar, mas o povo não esquece. Sua gestão esteve sempre alinhada com as elites e contra os trabalhadores.
Magno Malta e a tentativa de perpetuação da direita
Com mandato até 2030, Magno Malta é o grande articulador da direita conservadora no estado. Presidente do PL bolsonarista, ele já usou seu poder para presidir CPIs e aprovar leis, como a de combate à pedofilia, embora muitas vezes utilize essas pautas para ganhar visibilidade midiática. Agora, em uma mancha de nepotismo, lança sua filha, Maguinha Malta, para tentar garantir mais uma cadeira para o clã. É a velha política da elite tentando manter o poder a todo custo, enquanto a população clama por soberania e políticas inclusivas.
Renato Casagrande e a esperança de um Senado popular
Enquanto a direita tenta se perpetuar, a esquerda se fortalece com a pré-candidatura de Renato Casagrande (PSB). Após três mandatos como governador, Casagrande deixou o Palácio Anchieta com mais de 70% de aprovação popular.
Mais de 70% dos moradores do Estado aprovam a gestão do ex-governador, mostrando que política pública séria tem reconhecimento.
Esse número mostra o quanto as políticas de inclusão e respeito ao trabalhador ressoam entre os capixabas. Sua entrada na corrida pelo Senado é um balão de oxigênio para quem defende a redistribuição de renda e a soberania nacional.
Além de Contarato, Casagrande e do Val, outros nomes devem surgir. A batalha de 2026 será mais do que uma disputa eleitoral. Será o embate entre um projeto de país que valoriza a vida, a ecologia e os direitos sociais, contra um projeto de morte, privatização e extrema direita. O Espírito Santo merece representantes que olhem para a periferia e para a classe trabalhadora, e não apenas para os bolsos das elites conservadoras.