A confeitaria Amay Patisserie, da confeiteira Aya Tamaki, foi eleita a melhor doceria de São Paulo pelo quarto ano consecutivo, segundo o guia VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, que celebra 30 anos em 2026 e divulgou nesta semana a lista dos 20 melhores endereços da cidade. O ranking destaca casas que unem técnica, criatividade e tradição, de bolos sem glúten a clássicos portugueses e sobremesas de inspiração japonesa.
Segundo reportagem de VEJA SÃO PAULO, a categoria Doceria reúne vitrines que vão além do açúcar: são negócios familiares, projetos de confeiteiras que abriram suas próprias portas e casas de bairro que resistem há décadas. E é essa combinação que faz da confeitaria paulistana uma das mais vivas do país.
Amay Patisserie: quatro anos no topo do pódio
Aya Tamaki nasceu em Leme, no interior paulista, se formou pela Le Cordon Bleu São Paulo e sempre sonhou com uma confeitaria mais inclusiva. Na Amay, os doces não levam glúten: são feitos com farinhas de arroz e amêndoa, e a ausência do trigo passa despercebida nas massas. O bolo de matchá (R$ 39,90 a fatia) leva o chá-verde na base, na ganache e no chantili, com mirtilos por cima. A choux cream (R$ 23,50), clássico da casa, tem casca fina e crocante recheada de creme légère com fava de baunilha. A doceria tem duas unidades, no Paraíso e em Pinheiros, ambas com acessibilidade.
Luiza Lafer e a força das confeiteiras donas do próprio negócio
O segundo lugar é de Luiza Lafer, que também concorre como Novidade do Ano nesta edição do guia. Aberta em 2025, numa rua sem saída de Pinheiros, a confeitaria aposta em sabores que surpreendem: a torta mango sticky rice (R$ 34,00) é inspirada na sobremesa tailandesa, com massa sablé, creme de arroz ao coco, namelaka de coco e geleia de manga. O cookie de gochujang (R$ 19,00) mistura massa de baunilha com o molho de pimenta coreano, num agradável toque picante.
A presença de mulheres à frente dos próprios negócios é um traço forte do ranking. Na Vila Buarque, Gabriela Czitrom comanda uma microdoceria onde o único bolo fixo é o gabo com tudo (R$ 28,00 a fatia), com três camadas de brigadeiro cremoso e cookies crocantes. No Tatuapé, a pequena doceria de fachada laranja muda o menu todo mês. E Andrea Ko, confeiteira de ascendência coreana, divide o térreo de um hotel na região com entremets delicados, como o em forma de margarida (R$ 34,00).
Do Brooklin ao centro: tradição e criatividade na mesma cidade
O terceiro lugar é da Ça-Vá Café Erick Jacquin, misto de doceria e cafeteria que já soma cinco unidades na cidade. O chef francês e Orlando Cesar Leone foram eleitos os Restaurateurs do Ano. O citron (R$ 43,00) leva musse de limão-siciliano com manuscrito recheada de compota da fruta, envolta em chocolate branco; o macaron sai a R$ 10,00 a unidade em sabores como pistache e maracujá.
No Brooklin, uma casa de fachada toda de vidro aposta em entremets como o fleur (R$ 37,00), uma rosa vermelha de mirtilo e yuzu com musse de mascarpone. A lista completa inclui ainda casas de bairro que são patrimônio do cotidiano paulistano. É o caso da doceria de Pinheiros aberta em 1993, que funciona como uma fábrica de doces como os de antigamente: o quindim sai a R$ 10,00 a unidade, com a parte de cima cremosa e a base levemente tostada.
No centro histórico, uma casa especializada em sobremesas portuguesas serve o travesseiro de sintra (R$ 16,50), massa folhada com creme de amêndoa. E em Pinheiros, o chef Cesar Yukio, vencedor do MasterChef Confeitaria em 2024, mantém doces de inspiração japonesa como o nashi (R$ 39,00), musse de saquê com compota de pera.
Grandes nomes e novas estreias
O porto-riquenho Antonio Bachour, um dos confeiteiros mais renomados do mundo, inaugurou em julho de 2026 sua doceria no Complexo Mata São Paulo, eleito Estreia do Ano pelo guia. O espaço, projetado pelo arquiteto Guto Requena, serve brunch e sobremesas como o shortcake de morango (R$ 65,00). Outras participações de peso incluem a Confeitaria Dama, a casa do gaúcho Rafael Protti, o francês Romain Coupeaux da Romã Pâtisserie e a linha de entremets do Jardim Paulista, com o mango da biquinha (R$ 37,00).
Para quem quer provar entremets sem gastar muito, o site Viva a Cidade destaca opções a partir de R$ 30 na cidade. E segundo levantamento do O Globo sobre as 50 melhores cafeterias do Brasil, São Paulo é o estado com mais representantes, com 11 endereços, o que confirma a capital como um dos polos gastronômicos mais fortes do país.
Por que o ranking valoriza doçura comedida
Um traço comum entre as casas premiadas é o comedimento no açúcar. A própria Aya Tamaki aposta em doces leves e delicados, difíceis de parar na primeira garfada. A Confeitaria Dama, aberta ao público em 2011 pelas sócias Daniela e Mariana Gorski, também é citada pelo equilíbrio: o mil-folhas míni sai a R$ 16,00, com açúcar na medida e massa folhada delicada. O ranking completo, com endereços, horários e avaliações de uma a quatro estrelas, está disponível na edição especial de 30 anos do guia VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER.
Perguntas frequentes
Qual é a melhor doceria de São Paulo em 2026?
Segundo o guia VEJA SÃO PAULO COMER & BEBER, a melhor doceria de São Paulo é a Amay Patisserie, da confeiteira Aya Tamaki, pelo quarto ano consecutivo. A casa tem unidades no Paraíso e em Pinheiros e serve doces sem glúten.
Quanto custa uma fatia de bolo na Amay Patisserie?
O bolo de matchá custa R$ 39,90 a fatia e o de morango, R$ 37,49. A choux cream sai por R$ 23,50.
Quais docerias tradicionais aparecem no ranking?
A lista inclui uma doceria de Pinheiros aberta em 1993, especializada em quindins e beijinhos, e uma casa do centro histórico dedicada a sobremesas portuguesas, aberta em 2017.
