Aos 22 anos, a pelotense Bianca travou uma batalha que a maioria de nós não imagina: diagnosticada aos 11 anos com a síndrome de Stickler, uma condição genética rara que ameaça também sua visão, ela precisa de cirurgias nos quadris para aliviar dores crônicas e voltar a andar sem sofrimento. Segundo reportagem do Terra publicada em 5 de novembro, a campanha Juntos pela recuperação da Bianca busca arrecadar R$ 120 mil para custear os procedimentos, e até agora alcançou apenas 13,41% da meta.
São pouco mais de R$ 16 mil reunidos diante de uma necessidade urgente. E é aqui que a história de Bianca deixa de ser um caso individual e vira retrato de algo que este país conhece bem: quando o sistema de saúde não dá conta, a sobrevivência vira vaquinha.
Quem é Bianca e o que é a síndrome de Stickler
Bianca nasceu e cresceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Aos 11 anos, recebeu o diagnóstico de síndrome de Stickler, uma doença genética rara que afeta o tecido conjuntivo e pode comprometer articulações, audição e, no caso dela, a visão. Ao longo dos anos, passou por diversas cirurgias e tratamentos para tentar preservar o que ainda enxerga.
As limitações físicas marcaram sua vida social e acadêmica. Hoje, às vésperas dos 23 anos, ela convive com dores nos quadris que restringem seus movimentos e roubam os anos em que deveria estar descobrindo o mundo.
Em desabafo registrado pela reportagem, Bianca não esconde o peso emocional da doença.
Conviver com essa realidade significa carregar o medo de que, um dia, eu possa perder também a visão que me resta.
Por que as cirurgias são urgentes
Os procedimentos nos quadris não são um luxo nem um desejo de conforto extra. São a diferença entre viver com dor constante e recuperar a mobilidade básica que permite estudar, trabalhar, sair, existir em público. O tempo pesa: cada mês sem cirurgia é um mês de sofrimento evitável e de juventude perdida.
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