Maira S. Krelling, a querida tia da cantina do Colégio Elias Moreira, em Joinville (SC), lançou um apelo de solidariedade para custear o tratamento de esclerose sistêmica e fibrose pulmonar idiopática. O medicamento Rituximabe, essencial para o segundo ciclo do tratamento, custa cerca de R$ 70 mil, e até o fim de outubro ela havia arrecadado apenas R$ 9.126,75, cerca de 13% do valor necessário, segundo reportagem do Terra publicada em 27 de outubro.
Diagnosticada com duas doenças graves, Maira depende agora da força da comunidade que sempre serviu com carinho. O primeiro ciclo já foi feito; falta o segundo, e o tempo é curto.
Quem é Maira e por que ela precisa de ajuda
Por anos, Maira foi a presença calorosa da cantina da escola. Seu lanche especial e sua palavra de conselho conquistaram gerações de alunos e as famílias que confiam nela. Ela é daquelas pessoas que sustentam o cotidiano de uma escola sem aparecer nos holofotes: trabalhadora, mulher, cuidadora.
A doença mudou tudo. A esclerose sistêmica é uma doença autoimune rara e grave, que pode atingir pele, vasos e órgãos internos. Somada à fibrose pulmonar idiopática, exige tratamento específico e caro, fora do alcance de uma trabalhadora da cantina de uma escola pública.
Agradeço de coração a todos que puderem ajudar. Cada contribuição faz a diferença na minha luta pela saúde.
As palavras de Maira, citadas pela reportagem, resumem a mistura de força e esperança que define sua batalha.
Por que uma campanha precisa pagar por um tratamento
É impossível contar essa história sem fazer uma pergunta incômoda: por que uma trabalhadora precisa mendigar R$ 70 mil para não adoecer mais? O Rituximabe existe, é usado no SUS em algumas indicações, e o sistema deveria garantir o acesso. Quando a porta do Estado não se abre, sobra a vaquinha, a rifa, a feijoada.
Não é um caso isolado. Pelo Brasil, famílias inteiras se organizam todos os dias para pagar tratamentos que deveriam ser um direito. Em Barra Velha, uma mãe relembra a mobilização de quase 18 anos atrás para custear o tratamento do filho, com rifas e venda de feijoada. Em Conselheiro Lafaiete, segundo o Correio de Minas, Tânia Maria do Nascimento Clemente precisa de R$ 67 mil para uma cirurgia de urgência na coluna, senão perde os movimentos. Em São Caetano do Sul, um almoço beneficente arrecadou R$ 3 mil para a Rede Feminina de Combate ao Câncer, noticiou a Tribuna de Jundiaí.
Cada dessas histórias mostra a mesma coisa: onde falta política pública, aparece a solidariedade. E ela é bonita, é humana, mas não pode virar política de Estado disfarçada.
A força da comunidade de Joinville
A campanha Ajude a Tia da Cantina já mobilizou alunos, famílias e funcionários do Colégio Elias Moreira. Foram arrecadados R$ 9.126,75 até agora. Falta a maior parte do valor, e a urgência é real: cada dia sem tratamento significa mais sofrimento físico e mais dívida emocional.
Maira enfrenta ao mesmo tempo o corpo que dóe e a conta que não fecha. É o retrato de milhões de brasileiras que trabalham a vida inteira cuidando dos outros e, quando adoecem, descobrem que estão sozinhas diante do sistema.
Como ajudar
Quem quiser contribuir pode acessar a campanha publicada pelo Terra e escolher o valor. Não existe doação pequena. Cada real é um passo na direção da recuperação e uma mensagem para Maira de que ela não está lutando sozinha.
Perguntas frequentes
Quanto custa o tratamento de Maira?
O tratamento com o medicamento Rituximabe custa cerca de R$ 70 mil, segundo a campanha. Até 27 de outubro, foram arrecadados R$ 9.126,75.
Quais doenças Maira enfrenta?
Maira foi diagnosticada com esclerose sistêmica e fibrose pulmonar idiopática, duas doenças graves que exigem tratamento imediato.
Como doar para a campanha?
As doações podem ser feitas pela campanha Ajude a Tia da Cantina, divulgada pelo Terra, com qualquer valor.
