Cunha relembra dor de ficar fora da Copa de 2022 e promete dar o máximo pela Seleção
O meio-campista Matheus Cunha, do Wolverhampton, abriu o coração sobre um dos momentos mais difíceis de sua carreira: ficar de fora da Copa do Mundo de 2022, no Catar. Em entrevista recente, o jogador revelou como essa experiência dolorosa o transformou em um atleta mais forte e determinado.
"Estar na seleção brasileira sem dúvida é o momento em que você tem que demonstrar seu máximo em qualquer aspecto", declarou Cunha, que hoje vive a realização do sonho de defender as cores do Brasil.
A versatilidade como arma para se manter na Seleção
O jogador destacou sua capacidade de atuar em diferentes posições como um diferencial importante. "Sabendo que o Mister pode nos usar em muitas posições, fazer com que todas sejam bem trabalhadas e seja demonstrado que vale a pena estar aqui", explicou.
Para Cunha, essa versatilidade é crucial em competições de "tiro curto", onde lesões podem acontecer e mudanças táticas são necessárias. É uma lição que aprendeu na pele, vendo de fora uma das maiores competições do futebol mundial.
O peso das redes sociais na vida dos atletas
O meio-campista também refletiu sobre o impacto das redes sociais na vida dos jogadores da Seleção. "A rede social tem um peso muito grande na nossa realidade, principalmente sabendo que a gente impacta tantas pessoas", admitiu.
Cunha reconheceu que, apesar dos benefícios da tecnologia, as opiniões constantes podem afetar negativamente os atletas. "Às vezes essas opiniões podem nos afetar de uma forma negativa", confessou, defendendo que, em momentos cruciais como a Copa do Mundo, pode ser melhor se afastar das redes.
Experiência internacional moldou o jogador
A trajetória de Cunha, que saiu cedo do Brasil - de João Pessoa para Curitiba, depois para a Suíça - foi fundamental para sua formação. "Todos esses treinadores de tantas diferentes culturas e nacionalidades me ajudaram de alguma forma", relembrou.
Essa bagagem internacional, segundo ele, contribuiu para sua versatilidade em campo e capacidade de adaptação, características que hoje o mantêm firme na Seleção Brasileira.
Responsabilidade e orgulho de vestir a amarelinha
Hoje, com presença constante nas convocações, Cunha sente o peso da responsabilidade. "Estar aqui agora e saber da sua importância vindo em outras convocações dá uma certa responsabilidade", reconheceu.
O jogador demonstra gratidão pela oportunidade de realizar o sonho que quase escapou em 2022: "Fico muito feliz e orgulhoso de estar sempre fazendo parte".
A história de Cunha é um exemplo de superação e determinação, mostrando que até mesmo as maiores decepções podem se transformar em combustível para o crescimento pessoal e profissional.