Endometriose e sexo: 5 posições para transar sem dor
Quem vive com endometriose sabe: a hora do sexo pode virar um pesadelo. Lesões, aderências e a liberação de substâncias inflamatórias são algumas das causas do desconforto durante a penetração. Mas a boa notícia é que dá para buscar alternativas, inclusive na hora de escolher a posição, para transformar esse momento em prazer, não em sofrimento.
“Não existe uma posição que seja indicada para todas as mulheres com endometriose, porque a dor pode variar bastante de acordo com a localização e a profundidade das lesões, além da sensibilidade individual”, explica Bruna Garrido, ginecologista da clínica AMO, em Salvador. Segundo ela, porém, algumas posições podem ser mais confortáveis.
“Em geral, posições que permitem à mulher controlar a profundidade e o ritmo da penetração podem ser mais confortáveis, como ficar por cima ou de lado”, explica a ginecologista. “Também pode ser interessante evitar posições que provoquem uma penetração muito profunda, como a de quatro apoios.”
Posições sexuais que podem ser mais confortáveis para quem tem endometriose
Cada pessoa pode perceber diferenças no conforto durante o sexo. Por isso, não há uma posição que funcione da mesma maneira para todas as mulheres. Algumas delas, no entanto, permitem maior controle da profundidade e do ritmo da penetração:
Flor de lótus
Na posição flor de lótus, os dois ficam sentados, de frente um para o outro, com a pessoa que recebe a penetração sobre o colo da outra. A proximidade entre os corpos permite movimentos mais curtos e facilita a comunicação entre o casal.
Posição enquadro
Na posição enquadro, os dois ficam de pé, com a pessoa que recebe a penetração de costas para a outra. A configuração pode limitar a profundidade da penetração e, para algumas pessoas, ser uma alternativa às posições que permitem movimentos mais profundos.
De ladinho
Os dois ficam deitados de lado, com a pessoa que recebe a penetração de costas para a outra. A posição tende a limitar a profundidade dos movimentos e pode ser ajustada de acordo com a aproximação dos corpos, o que pode ajudar a reduzir o desconforto.
Posição 69
Nem todo sexo precisa envolver penetração. Uma alternativa é apostar em estímulos orais. Na posição 69, os parceiros ficam posicionados em sentidos opostos, de modo que cada um possa estimular oralmente o outro ao mesmo tempo.
Cowgirl invertida
A pessoa que recebe a penetração fica sentada por cima, de costas para a outra. A posição permite maior controle sobre a profundidade e o ritmo dos movimentos, o que pode ser uma alternativa para quem sente dor durante a penetração.
Dor durante a relação sexual causada pela endometriose pode ser tratada
A dor durante ou depois da relação sexual pode ser tratada, segundo Bruna. “Mas o tratamento precisa ser individualizado”, alerta. Uma das possibilidades é a fisioterapia pélvica, principalmente quando existe tensão ou alteração da musculatura do assoalho pélvico.
Tratamentos hormonais, medicamentos para controle da dor e, em alguns casos, cirurgia também podem ser indicados. “O acompanhamento psicológico e sexológico também pode ajudar quando a dor já interfere na sexualidade, na autoestima ou gera medo da relação”, acrescenta a especialista.
A recomendação é buscar avaliação de um profissional de saúde para identificar a causa da dor e definir o tratamento adequado. “Dor durante a relação não deve ser encarado como algo normal ou que a mulher simplesmente precisa suportar”, finaliza.
Perguntas frequentes sobre endometriose e sexo
Endometriose pode causar dor durante o sexo?
Sim, a endometriose pode causar dor durante ou após a relação sexual, devido a lesões, aderências e inflamação na região pélvica. Essa dor é comum, mas não deve ser considerada normal.
Qual a melhor posição sexual para quem tem endometriose?
Não existe uma posição única que funcione para todas. O ideal é testar posições que permitam controle da profundidade e do ritmo, como as descritas neste artigo, e conversar com o parceiro sobre o que traz mais conforto.
O que fazer quando a dor persiste?
Se a dor persistir, é fundamental procurar um ginecologista. Tratamentos como fisioterapia pélvica, medicamentos, hormonioterapia e, em alguns casos, cirurgia podem ajudar. Acompanhamento psicológico também é recomendado quando a dor afeta a sexualidade e a autoestima.