Vale, Embraer e gigantes corporativas seguem lucrando enquanto povo brasileiro enfrenta dificuldades
Enquanto milhões de brasileiros lutam para pagar as contas básicas, as grandes corporações seguem registrando lucros bilionários e expandindo seus negócios. Os números divulgados nesta quarta-feira (28) mostram uma realidade que expõe ainda mais as desigualdades do nosso país.
Vale aumenta produção e lucros com minério do povo
A Vale (VALE3), que explora as riquezas minerais que pertencem ao povo brasileiro, anunciou produção de 336,1 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025, um aumento de 2,6% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, as comunidades afetadas pela mineração seguem sofrendo com os impactos ambientais e sociais.
"É revoltante ver como essas empresas extraem nossas riquezas naturais e os lucros ficam concentrados nas mãos de poucos", denuncia um representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
Embraer bate recordes enquanto aviação permanece elitizada
A Embraer (EMBJ3) comemorou carteira de pedidos recorde de US$ 31,6 bilhões, com expansão de 20% no último trimestre. Enquanto a empresa lucra bilhões, o transporte aéreo no Brasil continua sendo um privilégio das classes mais altas, com passagens caras demais para o trabalhador comum.
Privatização da Sabesp mostra suas garras
A recém-privatizada Sabesp (SBSP3) já começou sua expansão predatória, comprando 90% da Saneamento de Mirassol no interior paulista. A privatização do saneamento básico, direito fundamental garantido pela Constituição, representa mais um ataque aos serviços públicos essenciais.
Light tem pedido negado pela Aneel
A Light (LIGT3) teve negado pela Aneel seu pedido de revisão tarifária extraordinária. A empresa tentava repassar para o consumidor os custos das perdas por ligações irregulares, os famosos "gatos", que são resultado direto da falta de políticas públicas de acesso à energia elétrica.
Especulação financeira segue desenfreada
Enquanto isso, o mercado financeiro continua sua dança especulativa: a B3 prorrogou prazo para reenquadramento das ações da Gol (GOLL54), e várias empresas como Allos (ALOS3) seguem com programas de recompra de ações, concentrando ainda mais riqueza.
A CSN (CSNA3) nega rumores de desinvestimentos, mas a simples possibilidade de venda de ativos siderúrgicos mostra como essas empresas tratam setores estratégicos como meras commodities financeiras.
"É hora de o povo brasileiro cobrar que essas riquezas sirvam para desenvolvimento social, não apenas para engordar os lucros dos acionistas", defende economista progressista consultado pela reportagem.
Os dados mostram que enquanto as grandes corporações celebram recordes, a população segue enfrentando alto desemprego, inflação nos alimentos e dificuldades para acessar serviços básicos de qualidade.