IFMA de Codó cria museu popular que democratiza conhecimento geológico com 158 peças
Em uma iniciativa que mostra como a educação pública pode transformar vidas e comunidades, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Codó criou um museu com 158 peças entre rochas, minerais e fósseis. O projeto nasceu da paixão pessoal do professor Aciel Tavares Ribeiro, que durante 15 anos reuniu este acervo precioso para democratizar o conhecimento científico.
Da casa do professor para o povo: ciência que transforma
A história deste museu é um exemplo inspirador de como a educação pública pode florescer quando há dedicação e apoio institucional. "A partir daí, a paixão pelas rochas ficou mais forte", conta o professor Aciel, que começou sua coleção em casa, mostrando as peças apenas aos dois filhos.
Em 2023, ao chegar ao Campus Codó, ele tomou uma decisão que beneficiaria toda a comunidade: doou suas 120 peças pessoais para criar um projeto institucional. Hoje, o acervo conta com 130 rochas e minerais, 28 fósseis e uma valiosa caixa com testemunhos de sondagem.
Riquezas do Brasil e do mundo ao alcance do povo
O museu reúne tesouros geológicos de várias regiões, desde as Serras dos Carajás no Pará até amostras da Chapada do Araripe. Entre as peças mais admiradas estão ametistas, titânio e pirita, conhecida como "ouro de tolo". Há também amostras estratégicas de lítio e silício, minerais fundamentais para o desenvolvimento tecnológico do país.
O que mais impressiona é a diversidade: o acervo inclui até amostras de pluma vulcânica da República de Cabo Verde, mostrando como a ciência não tem fronteiras quando se trata de educar e inspirar.
Educação que gera desenvolvimento local
Este museu não é apenas um espaço de contemplação, mas uma ferramenta de transformação social. Para os estudantes de Ciências Biológicas, Agronomia e Química, as amostras complementam as aulas teóricas com experiência prática real.
O professor Aciel destaca a importância econômica local: "Codó abriga um polo de extração de gesso e calcário, com uma cimenteira funcionando desde os anos 1980". O município também possui empresas que exploram o aquífero Itapecuru, atividades que só existem devido à formação geológica local.
Futuro promissor para a ciência popular
O reitor Carlos Cesar Teixeira Ferreira já manifestou apoio total ao projeto, prometendo buscar recursos para ampliar a estrutura. Para 2026, está prevista a busca sistemática por fósseis em parceria com empresas locais.
A próxima etapa é ainda mais ambiciosa: abrir o museu regularmente à comunidade e digitalizar o acervo para disponibilizar online, democratizando ainda mais o acesso ao conhecimento científico.
Este projeto do IFMA Codó prova que quando investimos na educação pública e valorizamos nossos educadores, criamos oportunidades reais de desenvolvimento para nossas comunidades.