Lula inaugura supercomputador e desafia EUA e China: 'Nossa juventude não deve nada a ninguém'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (20) um investimento pesado em inteligência artificial e mandou um recado direto às potências tecnológicas: o Brasil não vai aceitar ficar para trás. Durante a inauguração de um supercomputador no Rio Grande do Norte, Lula afirmou que o país precisa criar oportunidades reais para que nossos jovens qualificados não precisem buscar futuro no exterior.
“Nem chinês, nem americano é melhor do que nós. Nós vamos entrar nesse mercado. Nós vamos provar que os brasileiros, que os nossos acadêmicos e que a nossa juventude não devem nada a ninguém. Eles só precisam de oportunidades”, declarou o presidente, em tom de desafio.
Supercomputador no RN: um passo rumo à soberania tecnológica
A nova máquina, instalada no estado nordestino, será usada em pesquisas científicas e projetos ligados à inteligência artificial. Para Lula, esse é o caminho para ampliar a capacidade tecnológica brasileira e preparar o país para as novas fronteiras da economia global.
“É por isso que nós estamos fazendo essa revolução digital que a gente não quer ficar para trás”, disse o presidente, reforçando que ciência e tecnologia devem ser prioridade nacional, ao lado da educação e da defesa.
Governo quer manter jovens no Brasil com emprego e dignidade
Lula também tocou num drama que afeta milhares de famílias: a fuga de cérebros. Muitos brasileiros concluem a universidade e acabam partindo por falta de oportunidades profissionais. O presidente foi enfático ao prometer mudar esse cenário.
“Nós queremos dizer para a nossa juventude: você estude, se forme, que a gente vai criar as oportunidades para você. Ganhem dinheiro aqui no Brasil. A oportunidade para vocês está aqui no Brasil”, afirmou.
Na visão do presidente, áreas como engenharia, matemática e profissões ligadas ao setor digital terão demanda crescente. “Eu não sou contra nenhuma profissão, mas a gente precisa muito de engenheiro. A gente precisa muito de matemático. A gente precisa muito de gente nesse mundo maluco digital”, completou.
O governo também quer expandir a chamada “medicina inteligente”. A meta é dobrar o número de unidades de terapia intensiva com esse recurso, saltando de sete para 15 unidades.
O retrato da desigualdade tecnológica: EUA com 65%, Brasil com quase nada
Lula não escondeu a disparidade. Hoje, os Estados Unidos concentram cerca de 65% do desenvolvimento global de inteligência artificial, enquanto a China detém entre 15% e 20%. O Brasil, segundo o presidente, ainda não aparece no mapa.
“Pois a gente quer dizer ao mundo: nem chinês, nem americano é melhor do que nós”, bradou.
Para o presidente, o conhecimento científico e tecnológico é a chave para a verdadeira independência nacional. “Se a gente quiser ter soberania, a gente tem conhecimento científico e tecnológico”, afirmou, defendendo que o Brasil precisa deixar o status de país subdesenvolvido e se tornar uma nação desenvolvida “em todas as áreas”.
O discurso reforça a aposta do governo em políticas públicas que unem inovação, inclusão e soberania. Uma resposta à altura dos desafios do século XXI, colocando o povo brasileiro no centro da disputa tecnológica global.
Perguntas frequentes sobre o investimento em IA no Brasil
O que é o supercomputador inaugurado por Lula?
É um equipamento de alta capacidade de processamento instalado no Rio Grande do Norte, destinado a pesquisas científicas e projetos de inteligência artificial.
Por que o governo quer investir em inteligência artificial?
Para ampliar a capacidade tecnológica do país, gerar empregos qualificados e reduzir a dependência do Brasil em relação a potências como EUA e China.
Como o governo pretende manter jovens talentos no Brasil?
Criando oportunidades de trabalho e investimento em áreas estratégicas como engenharia, matemática e tecnologia digital, além de ampliar a medicina de ponta no SUS.
Photo: R7 Notícias