Uma empresa rio-grandina está apostando alto no potencial industrial do Sul do país. A LW Construções Eletromecânicas vai investir cerca de R$ 15 milhões em uma nova sede no Distrito Industrial de Rio Grande, com 20 mil metros quadrados voltados à ampliação da capacidade produtiva e à automação dos processos de fabricação. A notícia chega em um momento em que a região busca se reerguer economicamente, e a companhia projeta triplicar sua produção mensal, saltando de 100 para 300 toneladas de estruturas metálicas.
Por que a empresa está investindo em Rio Grande?
O fundador e diretor-presidente da LW, Luis Weber, explica que a decisão vem de um cenário de aumento da demanda industrial na região, que hoje não consegue ser atendida localmente. “Hoje, cerca de 90% dessa demanda é atendida fora da região por falta de capacidade fabril. Nós já temos a maior estrutura daqui, mas mesmo assim não conseguimos atender tudo o que aparece”, aponta Weber, em tom de quem conhece de perto as dificuldades e potencialidades do município.
A nova unidade ficará às margens da BR-392, próxima ao acesso ao Distrito Industrial e ao trevo da Termasa, facilitando o escoamento da produção e a logística para outras regiões do país.
Produção deve triplicar e gerar novos postos de trabalho
Atualmente, a LW fabrica cerca de 100 toneladas de estruturas metálicas por mês. Com a nova planta, a meta é alcançar 300 toneladas mensais, um salto significativo que exige planejamento e contratações. A empresa já conta com aproximadamente 500 funcionários em operações no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Pará. Em Rio Grande, cerca de 250 trabalhadores atuam nas atividades da companhia, e 96% deles são moradores do município, um dado que reforça o compromisso com a mão de obra local.
A expectativa é manter o quadro atual durante a transição e ampliar o número de empregados para aproximadamente 700 trabalhadores nos anos seguintes. “A fábrica terá mais automação e, por isso, o crescimento não será tão grande dentro da produção. O aumento mais significativo deve ocorrer nas atividades de montagem e obras externas”, explica Weber, mostrando que a modernização não vem para substituir gente, mas para qualificar o trabalho.
Capacitação profissional como prioridade
Além da expansão industrial, a LW pretende criar uma estrutura permanente de capacitação de mão de obra na nova sede. A proposta prevê parcerias com o Senai para oferecer cursos e treinamentos, com foco também nos filhos dos funcionários e em programas de aprendizagem. “Queremos formar mão de obra própria, melhorar a qualificação e criar oportunidades para as próximas gerações”, argumenta o diretor-presidente, em uma fala que ecoa a importância da educação e da formação técnica para o desenvolvimento regional.
Uma história de crescimento em meio à crise
Fundada em 2010, a LW começou a atuar na área de inspeção e gestão da qualidade para obras industriais. A partir de 2020, durante a pandemia, ampliou os serviços para fabricação, montagem e manutenção industrial, mostrando resiliência em um período difícil para a economia brasileira. Hoje, atende clientes em diferentes regiões do país e já executou centenas de contratos.
Apesar da atuação nacional, Weber afirma que a decisão de investir em Rio Grande está ligada à confiança no potencial econômico do município. “Eu acredito em Rio Grande. Acredito na retomada industrial, nas oportunidades ligadas ao porto, à transição energética e à indústria. Temos uma mão de obra qualificada e uma localização estratégica. Rio Grande tem muito potencial para crescer”, conclui, em uma mensagem de esperança para uma cidade que já enfrentou momentos difíceis.
O que esperar da nova sede da LW?
A área destinada ao empreendimento já foi adquirida, e os projetos estão aprovados. Neste momento, a companhia aguarda a emissão da licença de instalação ambiental para começar a construção. A previsão é que os setores administrativo e comercial passem a operar no novo endereço até outubro de 2027, com a transferência completa da unidade fabril prevista para março de 2028.
Quando a nova sede começa a funcionar?
Os setores administrativo e comercial devem operar no novo endereço até outubro de 2027, e a transferência completa da unidade fabril está prevista para março de 2028.
Quantos empregos a LW pretende gerar?
A empresa espera ampliar o quadro de funcionários de 500 para aproximadamente 700 trabalhadores nos anos seguintes à conclusão da nova sede.
Como a empresa vai qualificar a mão de obra local?
A LW pretende criar uma estrutura permanente de capacitação com parcerias com o Senai, oferecendo cursos e treinamentos, com foco também nos filhos dos funcionários e programas de aprendizagem.
Foto: GZH
