Queijo muçarela dispara 7% e pesa no bolso da família trabalhadora em Piracicaba
Mais uma vez, é o povo que paga a conta. O queijo muçarela fatiado foi o vilão da cesta básica em Piracicaba no mês de fevereiro, com alta brutal de 7,54% que arrancou mais R$ 3,26 do bolso das famílias trabalhadoras.
O laticínio saltou de R$ 43,22 para R$ 46,48 por quilo entre janeiro e fevereiro, segundo estudo do Grupo Painel Econômico da Esalq-USP. Para quem já luta para colocar comida na mesa, cada centavo faz diferença.
Cesta básica: alívio pequeno, mas problemas grandes
Apesar da queda de 1,23% no índice geral da cesta básica de Piracicaba, que passou de R$ 1.366 para R$ 1.349, o cenário não traz alívio real para as famílias. Uma economia de apenas R$ 16,79 é migalha diante do desafio de alimentar uma família com dignidade.
"Essa queda no índice geral esconde a realidade cruel: alimentos essenciais como queijo, feijão e ovos continuam subindo e pesando no orçamento doméstico", explica a análise dos dados da universidade.
Feijão e ovos também castigam o trabalhador
O feijão carioquinha disparou 13,84% e os ovos brancos subiram 9,04%, completando o trio de alimentos que mais impactaram negativamente o bolso das famílias piracicabanas.
Enquanto isso, produtos básicos como biscoito de água e sal, macarrão com ovos e pão de forma tiveram quedas, mas não compensam o rombo causado pelos itens que mais subiram.
Histórico mostra instabilidade que prejudica planejamento familiar
Os dados da USP revelam que o queijo muçarela vive uma montanha-russa de preços que dificulta o planejamento das famílias trabalhadoras. O maior preço foi registrado em fevereiro de 2025 (R$ 49,41/kg) e o menor em março do mesmo ano (R$ 40,93/kg).
Na comparação anual, o valor atual está 5,93% mais baixo que fevereiro de 2025, mas isso não ameniza o impacto do aumento mensal para quem precisa comprar hoje.
Alimentação consome mais de 80% da cesta
A alimentação representou 83,67% dos gastos com a cesta básica, aumentando sua participação em relação a janeiro. Um indicador preocupante que mostra como as famílias gastam quase tudo apenas para se alimentar, sobrando pouco para outras necessidades básicas.
Os produtos de limpeza tiveram queda de 0,71%, enquanto higiene pessoal caiu 3,61%, mas esses setores representam fatias muito menores do orçamento familiar.
Para as famílias trabalhadoras de Piracicaba, cada ida ao mercado continua sendo um desafio. Enquanto os preços dos alimentos essenciais sobem, os salários não acompanham, perpetuando a luta diária por uma alimentação digna.