Trump taxou o Brasil de novo: 12,5% de tarifa sobre exportações, governo Lula reage com força
Nesta quinta-feira, 23, o governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, aplicou uma nova tarifa de 12,5% sobre as exportações brasileiras. A justificativa? Uma acusação de que o Brasil se beneficiaria de trabalhos forçados. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, não poupou palavras: “O governo rechaça com todas as forças essa tarifa injustificada e unilateral.” A medida, que atinge 60 economias no total, entra em vigor à 1h01 desta sexta-feira, 24, hora de Brasília.
Por que os EUA estão taxando o Brasil?
Os Estados Unidos alegam que as exportações brasileiras se beneficiam de trabalho forçado, uma acusação que o governo Lula considera infundada. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) afirmou que a proibição de importar bens produzidos com trabalho forçado existe há quase 100 anos e que a medida visa corrigir “práticas comerciais distorcidas”. No entanto, o Brasil e outros países contestam veementemente essa narrativa.
Durigan foi direto: “Mais uma vez, somos punidos por essa medida. Os EUA aplicaram 10% de tarifa para alguns países e 12,5% para outros. E isso pega 99% das importações para lá.” A fala reflete a indignação de um governo que vê na tarifa um ataque à soberania nacional e aos direitos dos trabalhadores.
O que muda com a nova tarifa?
A nova taxa de 12,5% substitui uma tarifa anterior de 10%, que vigorava desde fevereiro. Ela foi adotada depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas recíprocas criadas por Trump em abril de 2025. Agora, o Brasil está no grupo de países que pagam a alíquota mais alta, junto com outras nações. Já países como Argentina, México e Índia pagam 10%.
Há ainda uma taxa intermediária para produtos da União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia e Suíça. E o pior: na semana passada, o Brasil já havia sido alvo de outra tarifa de 25%. Isso significa que alguns produtos brasileiros podem enfrentar uma cobrança somada de 37,5%.
As listas de isenções, que incluem carne, café e outros itens, ainda estão sendo analisadas. Mas a incerteza já pesa sobre exportadores e trabalhadores brasileiros.
Uma medida injusta e unilateral
Para o governo Lula, essa tarifa é mais um capítulo da política protecionista e autoritária de Trump. O ministro Durigan deixou claro: “O governo rechaça com todas as forças essa tarifa injustificada e unilateral.” A acusação de trabalho forçado, que os EUA usam como justificativa, é vista como uma tentativa de desviar o foco das verdadeiras distorções do comércio global.
O USTR, por sua vez, alega que a medida visa “melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo”. Mas para o Brasil, a história é outra: é um ataque aos direitos dos trabalhadores brasileiros e à nossa soberania econômica.
O que esperar daqui para frente?
O governo Lula promete reagir. Ainda não se sabe quais medidas serão tomadas, mas a expectativa é de uma resposta firme, seja na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou em negociações bilaterais. Enquanto isso, os trabalhadores e as empresas brasileiras ficam no meio desse fogo cruzado.
Uma coisa é certa: o Brasil não vai aceitar calado essa tarifa. Como disse Durigan, “rechaçamos com todas as forças” essa medida. E a luta continua.