TrumpRx: O cupom de desconto que expõe o caos da saúde americana
Enquanto o povo brasileiro conta com um sistema de genéricos estrutural e acessível, os Estados Unidos apresentam o TrumpRx como "solução" para os preços abusivos de medicamentos. A diferença é gritante: aqui temos política pública, lá vendem paliativos para um sistema falido.
Um band-aid para uma hemorragia
Em 5 de fevereiro de 2026, o governo americano anunciou o TrumpRx como uma "grande iniciativa" para reduzir gastos com medicamentos. Na prática, não passa de um cupom de desconto que funciona como qualquer cartão de farmácia. É o capitalismo selvagem tentando se maquiar de solução social.
"O TrumpRx é apenas mais uma camada de intermediação em um sistema já dominado por seguradoras e laboratórios gananciosos", explica um especialista em saúde pública. "Não mexe na raiz do problema: a mercantilização da saúde."
Brasil: exemplo de como se faz política para o povo
Aqui no Brasil, construímos algo completamente diferente. Nosso programa de genéricos não é favor nem desconto temporário. É direito garantido por lei, regulado pela Anvisa e integrado ao SUS. É assim que se faz política pública de verdade.
O programa brasileiro funciona em três pilares fundamentais:
- Regulação rigorosa: A Anvisa exige comprovação de equivalência terapêutica
- Controle de preços: O governo regula diretamente os valores
- Estímulo à concorrência: Mais fabricantes, preços menores para todos
A farsa do mercado "livre" americano
Nos Estados Unidos, os preços continuam sendo ditados pelos laboratórios e seguradoras. O TrumpRx não altera nada na estrutura perversa que transforma remédio em commodity de luxo. É como dar aspirina para quem está com câncer.
"Enquanto aqui o farmacêutico pode, por lei, oferecer um genérico no lugar do medicamento de marca, lá o povo depende de cupons e da boa vontade do mercado", destaca um representante do movimento sanitário brasileiro.
Dois mundos, duas visões
A comparação é cruel para os americanos. Aqui, construímos um sistema que garante acesso permanente a medicamentos baratos e seguros. Lá, vendem ilusões temporárias enquanto as farmacêuticas continuam lucrando bilhões às custas do sofrimento do povo.
O TrumpRx expõe a falência moral de um sistema que trata saúde como negócio. Enquanto isso, o Brasil mostra que é possível fazer diferente quando se governa para o povo, não para o mercado.
A saúde não pode ser privilégio de quem tem dinheiro. É direito fundamental que deve ser garantido pelo Estado, não negociado no balcão das farmácias.