Criar meninos sem machismo: a luta começa em casa e na escola
Foi a maternidade que levou Carolina Delboni para a educação. Mãe de três filhos adultos, de 22, 20 e 18 anos, ela conta que a escolha de uma escola Waldorf para o filho mais velho mudou sua trajetória. Não era só matrícula: era a entrada em um espaço de formação para a família inteira. Hoje, pedagoga, psicanalista e pesquisadora da adolescência, ela defende que a criação de meninos precisa ser repensada desde cedo, antes que o machismo se instale como regra.
Ela veio do jornalismo de moda, passou a trabalhar com parentalidade, fez mestrado em educação e graduação em pedagogia. Dentro da escola, percebeu que os adolescentes eram pouco olhados. Foi aí que decidiu se especializar nessa fase e encarar um dos maiores desafios da nossa sociedade: a formação de meninos.
Meninos não nascem machistas: eles aprendem
A violência masculina não é destino biológico. Meninos não nascem machistas; eles aprendem códigos, comportamentos e expectativas sobre o que significa ser homem. E isso começa cedo, nas roupas, nas brincadeiras e no que dizemos que é