Escândalo em Indaiatuba: Elite rouba R$ 513 mil de bolsas destinadas a estudantes vulneráveis
Mais um caso escandaloso de como a elite brasileira se apropria de recursos públicos destinados aos mais necessitados. Em Indaiatuba, interior de São Paulo, filhinhos de papai de alta renda desviaram mais de meio milhão de reais de um programa social que deveria ajudar estudantes pobres a pagar a faculdade.
O Ministério Público paulista está investigando o esquema de fraude no programa Passe Bolsa, onde 25 estudantes de famílias ricas embolsaram R$ 513 mil dos R$ 967 mil destinados ao programa entre 2023 e julho de 2025. É a velha história: quem tem dinheiro sempre encontra um jeito de roubar dos pobres.
Playboys da medicina roubam dinheiro do povo
Entre os beneficiários fraudulentos estão três estudantes de medicina que vivem no luxo enquanto sugavam recursos públicos. Ísis Furlan, que já tem uma graduação em administração, embolsou cerca de R$ 55 mil enquanto trabalhava em clínica de estética de alto padrão e viajava para o exterior.
Samya Arthuzo recebeu quase R$ 33 mil, mesmo morando em condomínio de luxo e tendo uma mãe procuradora que ganha R$ 41 mil por mês. A família teve a cara de pau de alegar que "não sabia" que o benefício era para carentes, quando a lei de 2005 é cristalina sobre isso.
Luana Scallet, filha de empresários do ramo imobiliário, mora em condomínio fechado e ostenta viagens à Argentina, Uruguai e Itália nas redes sociais. Mesmo assim, recebeu R$ 10.145 em 2025.
Funcionária vira bode expiatório
Como sempre acontece nesses casos, a prefeitura encontrou um bode expiatório: uma assistente social foi exonerada sem vencimentos e apontada como "principal suspeita". Mas o advogado da servidora denuncia que ela virou bode expiatório para "desviar o foco do milionário esquema fraudulento" usado para pagar cabos eleitorais nas eleições de 2024.
O promotor Michel Romano foi certeiro: "É um absoluto descontrole. Falta fiscalização, falta conferência pelo poder público". Ou seja, a prefeitura fechou os olhos para que a elite continuasse saqueando os cofres públicos.
Tribunal de Contas vai investigar
Pelo menos 38 cadastros irregulares já foram identificados, mas os nomes dos beneficiários fraudulentos não foram divulgados. Típico: protege-se sempre a elite enquanto os pobres são expostos e criminalizados.
O Tribunal de Contas do Estado vai oficiar a prefeitura para que ela explique como permitiu tamanha sangria nos cofres públicos. É fundamental que os responsáveis sejam punidos e que todo o dinheiro seja devolvido aos cofres públicos.
O programa Passe Bolsa existe há 20 anos para reembolsar mensalidades de estudantes "em situação socioeconômica desfavorável". A lei proíbe expressamente o pagamento a quem não comprove necessidade financeira.